É bem verdade que nunca falta o que escrever. Não sou excepção. Mas mais do que escrever para alguém ler, a escrita tem em mim um efeito catártico. E é isso que procuro.
6.1.10

De vez em quando gosto de dar uma olhada nos ingredientes dos produtos que consumo. E devo dizer que de vez em quando tenho surpresas, como hoje, por exemplo.

Então não é que olhei para o meu iogurte líquido e na minha leitura descobri que ele contém uma substância de seu nome "leitelho"? Mas que raio...

A minha primeira reacção foi fazer um esgar. A segunda foi pensar "tu queres ver que me estão a chamar nomes..." Até que a terceira foi fazer uma pesquisa na internet. E é aqui que passamos ao momento cultural (sim, este estaminé também tem de servir para alguma coisa útil):

 

O leitelho ou leite de manteiga é um líquido que se obtém aquando do batimento da nata (previamente ajustado o seu conteúdo em gordura) em manteiga.

 

E pronto. Fiquei mais descansada. Mas lá que podiam ter dado outro nome à coisa, lá isso podiam. Ver escarrapachado numa garrafa de iogurte o termo leitelho à partida não augura nada de bom. Não me parece boa ideia, até porque rima com fedelho, bedelho e outras coisas mais.

Já há uns tempos comprei um saco de ração para gato que também ele me surpreendeu. Continha sulfato de cobre. Para mim que sou Eng.ª de Letras (como o meu irmão em tempos me chamou) o cobre é um metal, e portanto é rijinho, e quando arremessado é coisa para fazer dói-dói. Não é coisa que se dê a comer a um gato. O que é certo é que saí do supermercado com aquilo e devo dizer que a gata está viva e recomenda-se. O que não quer dizer que um dia em casa do meu namorado não acordem todos estremunhados com o miar de uma gata mutante. Nunca fiando. Nunca fiando!

 

 

 

sinto-me: desconfiada
música: Eye of the tiger - Survivor
link do postPor Gita, às 11:52  comentar

 
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