É bem verdade que nunca falta o que escrever. Não sou excepção. Mas mais do que escrever para alguém ler, a escrita tem em mim um efeito catártico. E é isso que procuro.
25.1.10

Dei por mim a olhar hoje pela janela e a ver o sol a brilhar, forte. Daí à nostalgia foi um pulinho. Recordei aquelas tardes de Inverno solarengas em que na minha vida despreocupada ia até ao pátio traseiro lá de casa e ficava ali, como um réptil a sentir aquele calor bom. Não foi assim há tanto tempo a última vez que o fiz, talvez dois anos, mas deu-me saudade. Acabei a pensar que aqueles dias não voltam. Ainda que possamos repetir algo que fizemos em tempos, nunca será o mesmo.

Era tudo diferente. A vida limitava-se a estudar, a ouvir os pais mandar estudar e pouco mais. Pelo menos pouco mais que acarretasse responsabilidade. Aquela despreocupação com as coisas de adultos tinha o seu quê de bom. Não quero dizer que não gosto das coisas como elas são agora. Dão trabalho? Dão. Dores de cabeça? Também. Tem-se menos tempo para o lazer? Claro que sim. Mas ainda assim vejo tudo como uma progressão natural.

Quem me manda ser tão nostálgica? Há quem pense no futuro. Há quem se prenda ao passado. Eu gosto de manter o equilíbrio entre o sonho e a lembrança, embora saiba perfeitamente que há dias, momentos, em que o prato da balança pende mais para um lado do que para o outro. E quando ocorrem mudanças um pouco mais bruscas na nossa vida quotidiana não há como evitar pensar naquilo que era, observar aquilo que é e imaginar como será daqui para a frente.

Qualquer que seja o desenlace desta nova fase, espero que esta seja vivida com a devida dose de paz e coragem e que saibamos agradecer o facto de ainda estarmos todos juntos.

 

 

sinto-me: introspectiva
link do postPor Gita, às 15:59  comentar

 
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