É bem verdade que nunca falta o que escrever. Não sou excepção. Mas mais do que escrever para alguém ler, a escrita tem em mim um efeito catártico. E é isso que procuro.
3.2.10

Esta manhã cheguei ao trabalho e vi que estava na intranet o relatório de resultados da empresa relativos a 2009. Ao lê-lo apercebi-me uma vez mais que os projectos em implementação aos quais estou a dar assistência estão quase concluídos, o que me faz pensar, uma vez mais, que a minha passagem por aqui está na sua recta final.

Comentei isso com o R. que, também uma vez mais, me diz que tenho de parar de sofrer por antecipação, que não sei ao certo se o contrato acaba e me vou embora, ou se ainda precisam de mim por cá. Eu acredito que quando deixar de ser precisa aqui me põem uns patins. Isso ficou assente logo no início: até o projecto terminar.

Por vezes penso se gosto do que faço. A minha resposta é: não desgosto, que é um nem sim nem sopas. Gosto quando estou muito, muito ocupada e mal tenho tempo para respirar. Quando é mais parado detesto. Mas isso está relacionado com a quantidade de trabalho e não com as tarefas em si. Se gosto de ser assistente administrativa? Gosto porque posso conciliar com a minha área de formação que é a tradução. Quando procurava trabalho não sabia muito bem o que procurar. Ofertas na minha área não é coisa que abunde nesta zona. E além do mais eu queria era trabalhar. Mas não sei se é isto que quero para o resto da vida. Se bem que nesta conjuntura não há lugar para esse luxo que é escolher.

Acabei há pouco tempo um livro onde li a seguinte frase: "As «carreiras» baseiam-se em desafios pessoais, mas os «empregos» baseiam-se na necessidade de sobrevivência". E é isto mesmo. Quem não gostava de ter uma carreira? Eu confesso: gostava. Mas tenho cá para mim que vou ter de me contentar com o emprego (o que já não é nada mau). Tive a oportunidade de experimentar o mundo da tradução literária (que adorei) e talvez aí conseguisse uma espécie de carreira. Mas a concorrência é muita além de que é um nicho.

Eu tento ser mais optimista mas está visto que não consigo. Enfim... vamos ver o que o futuro reserva tentando não pensar muito nele.

 

 

sinto-me: pensativa
link do postPor Gita, às 10:33  comentar

 
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