É bem verdade que nunca falta o que escrever. Não sou excepção. Mas mais do que escrever para alguém ler, a escrita tem em mim um efeito catártico. E é isso que procuro.
31.12.09

Olá olá!

 

O ano novo aproxima-se a passos largos. E este ano está a acabar mas em grande, sem dúvida. Nasceu o meu sobrinho T. É um misto de emoções tão grande...

Bela data para nascer, sem dúvida. Todo o mundo irá comemorar hoje o seu nascimento. Eh eh eh... Eu sempre disse que era melhor que ele ficasse no quentinho até Janeiro. Eu que fui criança que fazia anos na época do Natal sei do que falo. Passo a explicar. As crianças gostam de festas e fazer anos numa época já de si festiva não tem muita graça. Outra coisa de que as crianças gostam é de receber presentes. E o que é que acontece? Recebem só um porque é de Natal e de aniversário. E depois nunca há festinha com os colegas de escola.

No meu tempo não apanhávamos reguadas no nosso dia de anos. Isso era muito bom, pois era. Mas para quem fazia anos durante o tempo de escola. Eu nunca fui beneficiada. Fazia asneira ou não sabia: reguada.

Mas pronto, nasceu o rapagão. Estou mortinha por vê-lo. E sobretudo ver a reacção da irmã, a minha sobrinha M. que tem 4 anos. Só vi a foto que o meu irmão tirou à socapa ainda na sala de partos. É tão fofo. O meu namorado diz que sou tendenciosa porque eu acho todos os recém-nascidos feiinhos e com ar de feijão de molho mas a M. era fofinha e este também é. Tendenciosa? Eu chamo-lhe tia.

 

Bom ano de 2010 com muitas crianças a nascer (foi o que o Sr. Cavaco pediu, não foi?).

 

 

sinto-me: tia babada
música: "With arms wide open" - Creed
link do postPor Gita, às 11:04  comentar

29.12.09

Este post deve-se ao facto de ter estado desaparecida durante a época natalícia.

Estou viva, não morri. Mas agora deixemos os pensamentos lili-canecianos.

Foi um Natal algo atribulado com uma ida às urgências com a minha avó na noite de dia 24. Parece estar melhor. Mas este é um assunto que ficará para mais tarde.

Calha bem dizer que estou viva já que hoje Maria Gita faz 27 aninhos. Gosto imenso do número 27.

Já convidei alguns colegas daqui do edifício para cá darem um salto. Pena o chefe não estar hoje. Gostava de partilhar bolinho com ele também, já que é sempre tão amável. Porque se não fosse não sei se dava. Bem, conhecendo-me como me conheço, dava na mesma e ficava contente.

Ao almoço também fui de tupperware na mão para a cantina para dar bolinho às colegas que trabalham do outro lado da fábrica. As minhas tortas de batata foram gabadas e eu, claro, fiquei babada. É bom quando nos damos conta que afinal temos jeito para alguma coisa.

E pronto, agora não tenho muito tempo. Isto de fazer anos não é sinónimo de sorna no trabalho. Ainda tenho coisas para fazer antes do regabofe. Inté...

 

 

sinto-me: aniversariante
link do postPor Gita, às 15:44  comentar

21.12.09

Eis que o meu chefe me surpreende mais um Natal. Apareceu-me aqui esta manhã com uma caixa de Guylian, que é apenas o meu chocolate preferido. Como é que ele adivinhou? Hummm... Embora seja na versão trufas e não frutos do mar, deve ser delicioso na mesma. Ai que estou para a engorda...

Ultimamente tenho sido atacada por formigas aqui no gabinete. Passam junto à conduta do ar condicionado e de vez em quando vêm cá para cima. E hoje estão chatas como tudo. Tão chatas que tive de pendurar o saco com os chocolates no bengaleiro. Longe. Sim, porque um minuto depois de ele mos oferecer já estava uma formiga na alça do saco. Hunf... Chatas.

E pronto, um dia destes vou engordar. Mas não será sozinha. Eu partilho. Mais alguém irá engordar. Nhiá ah ah...

 

 

sinto-me: gulosa
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18.12.09

Maria Gita trabalha numa empresa grandinha, por assim dizer, e este é o segundo Natal que aqui estou. E nesta altura os fornecedores são uns "quidos" e oferecem imensas coisas, não a mim que sou uma mera administrativa, mas a quem ocupa cargos que lhes suscite interesse. Ele é garrafas, é merchandising, enfim... ontem até um canivete suíço recebi para o meu chefe. E então é ver toda a gente a levar coisas para os carros.

Mas eis que hoje o meu chefe teve reunião com um fornecedor, que, claro, lhe trouxe umas lembranças e o meu chefe deu-mas a mim. Simpático. Fui bafejada pelo Natal empresarial e eis que sairei hoje daqui com um whisky de 12 anos, uma agenda e um calendário.

Não me posso queixar. No ano passado também partilhou. Deu-me uma garrafa de vinho e um paio de porco preto. Bem bom, por sinal.

Há chefes simpáticos. O meu tem lá o seu feitiozinho, porque todos temos e ele não é excepção, mas prima pela simpatia e sobretudo boa educação.

Só é pena que não saiba até quando cá vou estar, mas isso é outra conversa.

 

 

sinto-me: bafejada pelo Natal
link do postPor Gita, às 14:51  comentar

17.12.09

Olá gente de bem!

 

Eis-me de volta.

Hoje estou flat. Sinto-me desconfortável embora não saiba muito bem porquê. Talvez se deva ao facto de o dia não ter começado muito bem. Passo a explicar.

Maria Gita tem uma carrinha, uma Kia Ceed, e gosta muito dela, ou não fosse ela uma das suas conquistas. Tem pouco mais de um ano. Enfim, é o meu bebé.

O meu percurso para o trabalho implica atravessar a ponte na Figueira da Foz. No final da ponte há uma pequena rotunda com duas faixas. Ora eu aprendi que caso não se pretenda apanhar a primeira saída na rotunda, estas devem contornar-se pela faixa interna. E foi isso que eu fiz e faço todos os dias. Até aqui tudo normal, não fosse o caso de hoje estar um camião dentro da rotunda ao mesmo tempo que eu.

Os camiões são espaçosos, que são, e a rotunda não é muito grande. Resultado: o camionista travou e barafustou em plena rotunda porque eu ia na faixa onde devia ir. Se ele não tivesse parado tinha-me dado novo feitio ao lado direito da carrinha.

Ok, eu acelerei pela esquerda para passar antes do camião. Mas o senhor fez exactamente o mesmo. Uma coisa é fazê-lo com um carro, outra é com um camião. Se calhar não tenho razão mas não gostei.

Já me aconteceu algumas vezes com carros. Mas isso são aqueles totós que tendo duas faixas começam a rotunda pela direita e a meio acham que podem circular meio cá meio lá e que se lixe quem está ao lado deles na esquerda.

Enfim... não gostei de ver a integridade física da minha bolinhas posta em causa. E isso deixou-me chateada para o resto do dia.

Hunf...

 

 

 

sinto-me: chateada
link do postPor Gita, às 10:33  comentar

14.12.09

Brrr... Chegou o Inverno à séria. Ontem quando me fiz ao caminho do norte para cá estava um grauzinho. Eis que hoje saio de casa para o trabalho e estava o mesmo grauzinho solitário. Pelo caminho chegou aos -2º.

Maria Gita não foi feita para o frio. Pés e mãos arrefecem e é um nunca mais aquecer. E como não gosto de abusar de ares condicionados... sofro. Ah pois sofro. Bem, se não me constipar na época natalícia já me dou por contente.

Estivemos ontem em Viseu. Fónix que aquilo é frio. Não admira que a população procure o litoral. Tive pena de não poder explorar em condições o Palácio do Gelo. Mas a reunião com o arquitecto não o permitiu. Pode ser que ainda lá voltemos mas com mais tempo. E sobretudo mais roupa. Com um casalinho de ratos mortos daqueles de pôr nas orelhas. Eh eh eh... Ainda tivemos tempo para ir à pista de gelo mas como não havia ninguém a patinar, não havia ninguém a cair forte e feio. Logo, não houve espectáculo. Ih ih...

 

Bem, vim só manifestar-me quanto ao frio. Agora vou voltar a embrenhar-me no trabalho que é para isso que me pagam.

Meio beijo, que eu estou em contenção.

 

 

sinto-me: enregelada
link do postPor Gita, às 16:05  comentar

10.12.09

"Condenado à morte sobrevive à injecção"

 

É este o título de uma notícia que li esta manhã. Tenho por hábito dar uma olhadela nos jornais diários e ver o pandemónio que se instala. E acho sobretudo graça aos comentários de alguns leitores. O meu primeiro pensamento quando os leio é: que mal que se escreve neste país. Confesso que se cometesse assim tantos erros orotgráficos preferia ficar caladinha do que debitar palavras numa qualquer área de comentários.

Mas esta notícia chamou-me a atenção por ser um assunto controverso. E por isso mesmo li opiniões dos dois lados da bancada: aqueles que apoiam a pena de morte e os que se opõem.

Pode haver quem fique chocado com isto, mas eu apoio a pena de morte. Não havendo qualquer dúvida acerca da autoria do crime, apoio-a, sem dúvida. Mas não em todos os crimes.

Li a certa altura: "Quem tem legitimidade para condenar outra pessoa, a uma pena tão extrema, como a pena de morte?"

E pensei para comigo: qual é a pessoa que, tendo privado outra de viver, tem direito à própria vida? A mim parece-me muito simples. Tomemos como exemplo o caso amplamente noticiado ocorrido há poucos dias em Montemor-o-Velho. Um marido violento matou a tiro a mulher enquanto esta se encontrava numa ambulância (por mostrar sinais de agressão) com a filha de cinco anos ao colo. Este homem matou uma pessoa assim, por dá cá aquela palha. Quem lhe dá esse direito de ceifar uma vida? Ninguém. Mas se ele o fez é porque achou que aquela pessoa não tinha direito a ela. Logo, julgo que fica fácil perceber que também ele não tem o direito de viver.

Olho por olho, dente por dente? Nestes casos, com certeza.

 

Desculpem-me por um post tão sério mas há coisas que me revoltam e esta é uma delas.

 

 

sinto-me: revolucionária
link do postPor Gita, às 14:24  comentar

9.12.09

Eis-me de volta.

 

Tive durante o fim de semana alguns assuntos sobre os quais poderia escrever mas o tempo foi passando e eu acabei por me baldar.

Podia falar de mais um prato com nome impróprio que comi na sexta ou até mesmo do meu primeiro bolo rainha cuja aparência enganou e muito.

Mas não. Hoje apetece-me divagar. Pensarão os meus leitores imaginários: oh não... aí vem ela outra vez com as divagações...

E eu dir-vos-ei: calma. Está tudo bem. Apetece-me tão só dizer umas palavrinhas acerca dessa quimera que é a felicidade.

E agora a pergunta filosófica que se impõe: o que é a felicidade?

Não sei. Quando perguntam a este ou àquele qual o seu desejo "ultimate" muitos respondem que queriam ser felizes. Eu não acredito nisso. Quer dizer... eu acredito que quem o diz o quer ser, quem sou eu para pôr em causa a palavra de alguém. Eu não acredito é na felicidade enquanto estado.

Acredito sim que a felicidade é feita de pequenos passos, situações, estados que vão e vêm e que nos deixam felizes. Ninguém vive num estado de felicidade constante. Nem tal me pareceria saudável. Há sempre algo que nos deixa preocupados, tristes, nervosos, seja lá o que for. Logo a felicidade nesses momentos é posta, ainda que temporariamente de parte.

Um simples gesto, um livro, um filme, até mesmo uma refeição pode dar origem a que nos sintamos felizes. Ainda hoje quando fui almoçar e olhei de lado para a tortilha de marisco que tinha marcado para hoje no refeitório pensei que me ia arrepender. Mas não, fiquei muito feliz quando levei à boca a primeira garfada e esta me soube muito bem. Claro claro... estou a reduzir a felicidade a um pedaço de torilha. Mas o mesmo acontece a outros níveis: ver o sorriso de quem se ama, sentir aquele abraço que nos faz pensar que nada nos pode acontecer, alcançar um sonho, etc..

Enfim... para mim a felicidade é isto. É viver bons momentos que de forma inconstante são interrompidos por momentos menos bons.

 

 

 

sinto-me: filosófica
música: "The Show" - Lenka
link do postPor Gita, às 16:52  comentar

4.12.09

Pronto, pronto... Para quem tenha ficado escandalizado passo a explicar.

Na minha terra chama-se pichas aos camarões muito, mas muito pequenos. Por exemplo na terra do meu namorado é indecente dizer tal coisa, e assim sendo chamam-lhe camarão da costa, se não me engano.

Aquilo com cebola picada e temperado com um pouco de pimenta e azeite... Nhami! É um bocado carote mas uma vez não são vezes, certo?

Desde que namoro com o R. que aprendi que há certas coisas que se dizem para os meus lados que não devo dizer lá para cima. Ir à feira ou ao mercado e dizer: "Queria duas medidas de pichas" não é algo que ele me aconselhe. De tal modo que agora, na minha terra, já fico reticente quanto a chamar-lhe pichas. Mas tudo bem. Em meio familiar, pelo menos, continuo a usar o termo. Além disso é engraçado dizer que se comeu ou vai comer pichas. Eh eh eh...

Assim como este termo, há outros. Mas isso ficará para outra altura.

 

 

sinto-me: com fome de pichas
link do postPor Gita, às 10:27  comentar

3.12.09

Boas!

 

Nem sei por onde começar. Não que tenha muito que dizer. Muito pelo contrário. Desta vez estou a escrever apenas porque tenho sono e preciso de me manter acordada. Não é que me falte o que fazer, mas de momento falta-me é a vontade. Ela há-de surgir.

Esta luminosidade de inverno dá-me sono, que hei-de eu fazer. Isso aliado ao facto de estarmos no período pós almoço em que o corpo por si só já pede uma sesta... Não admira!

 

Falemos deste cantinho. Eu venho aqui "escrevinhar" umas coisas mas eu sei perfeitamente que é para o boneco porque ninguém tem conhecimento deste blog e se alguém aqui vem parar por engano, mais depressa sai do que entra, dada a sua falta de interesse.

Voltando atrás, minto: o meu namorado sabe que iniciei um blog. Mas também não sabe mais do que isso. É claro que quando o assunto vem à baila ele fica roído porque não lhe digo o endereço. Quero tornar este blog um pouco mais eu. Quero tê-lo um bocadinho só para mim. Mais tarde dir-lhe-ei.

Para já, quero fazer disto o que me der na gana. Falar do que me apetecer e quando me apetecer. E se não quiser falar, faço birra e não falo. É meu! É todo meu!

E pronto, foi o meu momento de egoísmo. Mas é um egoísmo saudável.

Mas aceito sugestões de temas, caso alguém aqui apareça ao engano. Eu não bato e muito menos mordo. Sou meiguinha, a sério.

 

Venham as "sugerências"!

 

 

sinto-me: numa de escrever
link do postPor Gita, às 15:09  comentar

 
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