É bem verdade que nunca falta o que escrever. Não sou excepção. Mas mais do que escrever para alguém ler, a escrita tem em mim um efeito catártico. E é isso que procuro.
7.1.10

E porque ontem foi Dia de Reis aqui fica o resultado de uma das minhas incursões pela culinária, que de resto já tinha prometido mostrar (se calhar não o devia ter feito, pelo meu bom nome):

 

 

Desta feita o resultado foi um bolo raínha. Não correu bem, confesso. O aspecto engana porque na realidade a massa ficou muito dura. Adiante.

Quase toda a gente faz na passagem de ano as chamadas "new year's resolutions". Eu não tenho esse hábito. Não ligo muito à passagem de ano enquanto festa, e para falar verdade é coisa que até me deixa algo deprimida. No entanto, e agora que o Natal se acaba oficialmente resolvi fazer uma singela lista daquilo que gostaria de ver concretizado este ano. Passo a citar e sem qualquer ordem de importância:

 

- ver a nossa casa ser construída;

- fazer os preparativos para o casamento (já posso dizer que é para o ano);

- ser mais optimista;

- ler a Bíblia (pelo menos o Antigo Testamento);

- acampar mais vezes;

- ganhar coragem para experimentar comida japonesa;

- encontrar trabalho fixo;

- fazer-te sorrir mais.

 

E pronto. Não me ocorre mais nada. Como vêem não é nada de extraordinário. Na realidade eu não sou muito exigente. Contento-me com pouco. As oportunidades vão surgindo e vão-se aproveitando ou não. Gosto de ter o tempo e as tarefas organizadas mas só a curto-prazo. A longo prazo... é esperar para ver. Tenho objectivos, claro, mas quando e como os vou cumprir, isso é uma incógnita até que surjam na realidade. Tenho um objectivo "ultimate" que é ser mãe. Mas para já parece que terei de me contentar com o papel de tia. E que giro que é o meu sobrinho. Ah, e a família voltou hoje a aumentar. Nasceu o meu primo G.

Quem não me conhecer ainda há-de pensar que ao ritmo que a coisa vai, a minha família deve assemelhar-se aos coelhos, se é que me faço entender. Não gente. Calhou a minha cunhada e a minha prima terem engravidado ao mesmo tempo. Isto não é sempre assim. A sério. Nada a ver com coelhos, esses bichos demoníacos. Eh eh eh...

 

 

 

sinto-me: organizada
link do postPor Gita, às 17:03  comentar

6.1.10

De vez em quando gosto de dar uma olhada nos ingredientes dos produtos que consumo. E devo dizer que de vez em quando tenho surpresas, como hoje, por exemplo.

Então não é que olhei para o meu iogurte líquido e na minha leitura descobri que ele contém uma substância de seu nome "leitelho"? Mas que raio...

A minha primeira reacção foi fazer um esgar. A segunda foi pensar "tu queres ver que me estão a chamar nomes..." Até que a terceira foi fazer uma pesquisa na internet. E é aqui que passamos ao momento cultural (sim, este estaminé também tem de servir para alguma coisa útil):

 

O leitelho ou leite de manteiga é um líquido que se obtém aquando do batimento da nata (previamente ajustado o seu conteúdo em gordura) em manteiga.

 

E pronto. Fiquei mais descansada. Mas lá que podiam ter dado outro nome à coisa, lá isso podiam. Ver escarrapachado numa garrafa de iogurte o termo leitelho à partida não augura nada de bom. Não me parece boa ideia, até porque rima com fedelho, bedelho e outras coisas mais.

Já há uns tempos comprei um saco de ração para gato que também ele me surpreendeu. Continha sulfato de cobre. Para mim que sou Eng.ª de Letras (como o meu irmão em tempos me chamou) o cobre é um metal, e portanto é rijinho, e quando arremessado é coisa para fazer dói-dói. Não é coisa que se dê a comer a um gato. O que é certo é que saí do supermercado com aquilo e devo dizer que a gata está viva e recomenda-se. O que não quer dizer que um dia em casa do meu namorado não acordem todos estremunhados com o miar de uma gata mutante. Nunca fiando. Nunca fiando!

 

 

 

sinto-me: desconfiada
música: Eye of the tiger - Survivor
link do postPor Gita, às 11:52  comentar

5.1.10

Há coisas que me deixam... como dizer... agastada. Sim, é isso: agastada. E muito. E nos últimos dias então... tem sido por demais.

Considero-me uma pessoa pacífica mas de vez em quando dá-me vontade de bater em alguém, embora não saiba muito bem em quem.

Andam aí certos assuntos a gerar grande celeuma desnecessariamente, na minha opinião, claro. É que não é só um, são vários. Vamos por partes.

Diz que o Sr. Manuel Luís Goucha também ele está agastado porque o programa "5 para a meia-noite" o agraciou com o prémio de melhor apresentadora de 2009. Nada contra. Assenta-lhe bem (e é aqui que eu me arrisco a ser processada). O que me faz abanar a cabeça é o facto de o mesmo ter processado o programa por se sentir ofendido. Então mas um homem que faz figurinhas tristes na televisão, tem um programa onde parece uma gralha e tem um guarda-roupa esquisitóide está à espera de quê? Que o espírito crítico dos outros lhe passe ao lado? Aquele programa limitou-se a verbalizar publicamente o que metade do país pensa. "Oh, estou muito ofendido e não sei quê." Oh senhor, ganhe juízo e esteja mas é caladinho.

O segundo "acontecimento" prende-se com um programinha da SIC de seu nome "Ídolos". Eu por acaso vi essa parte no Domingo e dou toda a razão ao jurado, não tanto pela opinião, que a mim não aquece nem arrefece, mas pela atitude. Senão vejamos: aqueles quatro estão ali para quê? Com certeza não é para ocupar espaço. Estão ali para dar a sua opinião. Assim como aqueles teenagers inconscientes estão ali a bater palmas e a gritar, e numa de "ai Jesus, o Filipe é tão lindo, segurem-me que vou desmaiar", também o júri está ali para fazer o mesmo, embora mais comedidos, claro. E se o jurí não se pronuncia perante os gritos histéricos, gostaria de ver o público a não se manifestar perante a opinião do júri.

O senhor teve razão no que disse: cada um tem direito à sua opinião. Não gostam, comem menos. Mas o que me irrita é aquela falta de respeito e sobretudo de bom senso dos espectadores. São ridículos e infantis.

Como se isso não bastasse parece que os senhores Anjos também se sentiram ofendidos, tadinhos, e vão também processar o senhor. Oh gente: deixai os tribunais sossegados. A Justiça já é lenta e se a entopem com querelas insignificantes...

E pronto, era isto. Sinto-me melhor agora que estrebuchei um pouco. Resta-me lamentar que haja um grande espírito crítico, mas só até ao ponto em que essa crítica nos diga respeito. Aí fica o caldo entornado. Haja capacidade para nos rirmos de nós próprios, caramba!

 

 

sinto-me: agastada
link do postPor Gita, às 11:10  comentar

4.1.10

Pois é, meus caros. Acabou a época natalícia. E eu que gosto tanto desta quadra... Não, não estou a ser irónica. Gosto mesmo. Não me agrada a ideia do consumismo mas não há como escapar, embora da minha parte nunca seja um consumismo desenfreado. É sim comedido. Gosto de oferecer presentes e gosto sobretudo que as pessoas gostem do que recebem.

É tão bom ver o brilho no olhar de uma criança ao abrir o presente que lhe coube. Aquela espectativa enquanto se rasga o papel avidamente. O querer experimentar. É igualmente bom ver um adulto na mesma situação, sobretudo quando é surpreendido, quando não esperava qualquer presente. É voltar a vê-los com um sorriso de criança. Adoro, adoro, adoro!

Gosto de ficar às escuras na sala, deitada no sofá com uma manta enquanto sinto o calor da lareira a arder, e fico a olhar as luzes brancas da árvore, pensativa. Que serenidade...

Mas pronto. Acabou. Sobra apenas a árvore que se manterá acesa até dia 6. Depois disso resta-me retirar da sua guarda um presente que ainda lá permanece debaixo que darei mais tarde a um primo que vejo com menos frequência.

Arrumam-se as tralhas e já está. Para o fim do ano há mais.

Devia ser assim sempre, embora correndo o risco de se banalizar tudo o que ao Natal diz respeito. Mas o espírito de entrega, de solidariedade, carinho, amor ao próximo é tão bom que a mim dá vontade de prolongar o Natal no tempo. É como se as pessoas fossem autómatos programados para durante uns dias entupirem lojas e hipermercados, serem simpáticos, solidários e darem presentes. Mas só durante uns dias. Depois disso é como se houvesse um clique e tudo voltasse ao mesmo. Talvez o ano novo seja esse clique. O que me faz pensar que a passagem de ano devia ser mais distante do Natal.

Quanto a mim, tento manter-me fiel aos meus "princípios natalícios" durante todo o ano. Gosto de ser simpática, tanto que não sei ser má quando tenho de o ser; gosto de ser afável, gosto de partilhar, é algo que me dá prazer. Gosto de ouvir, gosto de estar lá quando é preciso. Agora, se o consigo ser, se o consigo fazer com êxito, não sei. Prefiro que sejam os outros a avaliar. Eu faço o que sei e o que posso. Talvez pudesse fazer e ser mais do que isso. Se assim não é, estou sempre a tempo de melhorar. Certo?

 

 

sinto-me: em balanço
link do postPor Gita, às 17:09  comentar

 
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