É bem verdade que nunca falta o que escrever. Não sou excepção. Mas mais do que escrever para alguém ler, a escrita tem em mim um efeito catártico. E é isso que procuro.
10.12.09

"Condenado à morte sobrevive à injecção"

 

É este o título de uma notícia que li esta manhã. Tenho por hábito dar uma olhadela nos jornais diários e ver o pandemónio que se instala. E acho sobretudo graça aos comentários de alguns leitores. O meu primeiro pensamento quando os leio é: que mal que se escreve neste país. Confesso que se cometesse assim tantos erros orotgráficos preferia ficar caladinha do que debitar palavras numa qualquer área de comentários.

Mas esta notícia chamou-me a atenção por ser um assunto controverso. E por isso mesmo li opiniões dos dois lados da bancada: aqueles que apoiam a pena de morte e os que se opõem.

Pode haver quem fique chocado com isto, mas eu apoio a pena de morte. Não havendo qualquer dúvida acerca da autoria do crime, apoio-a, sem dúvida. Mas não em todos os crimes.

Li a certa altura: "Quem tem legitimidade para condenar outra pessoa, a uma pena tão extrema, como a pena de morte?"

E pensei para comigo: qual é a pessoa que, tendo privado outra de viver, tem direito à própria vida? A mim parece-me muito simples. Tomemos como exemplo o caso amplamente noticiado ocorrido há poucos dias em Montemor-o-Velho. Um marido violento matou a tiro a mulher enquanto esta se encontrava numa ambulância (por mostrar sinais de agressão) com a filha de cinco anos ao colo. Este homem matou uma pessoa assim, por dá cá aquela palha. Quem lhe dá esse direito de ceifar uma vida? Ninguém. Mas se ele o fez é porque achou que aquela pessoa não tinha direito a ela. Logo, julgo que fica fácil perceber que também ele não tem o direito de viver.

Olho por olho, dente por dente? Nestes casos, com certeza.

 

Desculpem-me por um post tão sério mas há coisas que me revoltam e esta é uma delas.

 

 

sinto-me: revolucionária
link do postPor Gita, às 14:24 

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