É bem verdade que nunca falta o que escrever. Não sou excepção. Mas mais do que escrever para alguém ler, a escrita tem em mim um efeito catártico. E é isso que procuro.
27.1.10

Parece que hoje em dia é bonito chamar nomes mais pomposos a coisas com nomes triviais. E quer-me parecer (adoro esta expressão) que a moda chegou ao mundo da música. Refiro-me em particular aos chamados "projectos".

Tudo o que escrever daqui para a frente pode parecer parvo (como já vem sendo hábito), mas esta ideia ocorreu-me ontem no caminho para casa ao ouvir uma musiquita de um "projecto".

Ora, o que são os projectos? São nada mais, nada menos que músicos que se juntam e cantam e tocam e coiso e tal. Senão vejamos, temos o projecto Seda, o projecto Humanos, o projecto Hoje, o projecto Nu Soul Family e por aí adiante. No meu tempo estes agrupamentos chamavam-se bandas. Isto faz-me pensar que o projecto está para a banda como o biscate está para o trabalho. Logo estes ditos projectos são como que biscates.

Atenção que não quero com isto denegrir o trabalho que fazem. Até gosto bastante de alguns deles ou não tivesse eu ficado dois dias doente por não ter conseguido bilhetes para o Amália Hoje aqui na cidade.

Mas pronto, faz-me uma certa comichão atrás da orelha esquerda que não se chamem de bandas. Eu prefiro chamar-lhes biscates. Digam o que disserem.

 

 

sinto-me: viperina
música: "Cairo" - Biscate Seda
link do postPor Gita, às 15:49  comentar

De Gita a 27 de Janeiro de 2010 às 17:18
Nem eu diria melhor. Essa é de facto uma das principais críticas de que são alvo. Não os censuro pelo simples facto de até gostar da aplicação de novas sonoridades a temas já conhecidos. Mas convenhamos: os trocos devem dar-lhes um certo jeito. Com diria alguém: é uma faca de dois legumes.

 
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