É bem verdade que nunca falta o que escrever. Não sou excepção. Mas mais do que escrever para alguém ler, a escrita tem em mim um efeito catártico. E é isso que procuro.
23.3.10

Sinto-me desinspirada. Não é que costume ter uma inspiração por aí além.

Poderia eventualmente falar dos penteados de parte do plantel benfiquista. Sim, vi-me forçada a ver o jogo do passado domingo e pelo meio de tanto bocejo pude ver que alguma daquela gente era digna de fazer publicidade capilar da Isabel Queiroz do Vale (será que só eu me lembro dessa publicidade em anos idos?). Começando pelo treinador (assim que o vejo só há um pensamento que me aflora à mente: Drácula de Bram Stoker), até àquele dos caracolinhos irritantes ou um outro com um cabelo loiro meio esquisitóide. Mas não, não vou falar até porque não tenho pachorra para saber os nomes deles.

Assim sendo, vou falar de literatura. Muito ao de leve que não me apetece aprofundar a coisa.

Acabei há pouco tempo o seguinte livro:

 

 

Foi-me oferecido pelo meu futuro cunhado. Não sou daquelas que devora tudo o que este autor escreve, mas sim, do que já li, gosto. É claro que há sempre algo de trágico, mas pode-se dizer que dentro do trágico, até que a história não acaba mal de todo.

Só tenho medo de uma coisa: estreia no próximo mês o filme deste livro. Até aí nada de errado. O meu problema prende-se com a protagonista: Miley Cyrus (venham agora os fãs de Hannah Montana apedrejar-me). A mocita nunca me fez mal nenhum, mas não lhe acho absolutamente graça nenhuma. Chego ao ponto de olhar para a cara dela e ficar irritada. Não sei explicar isto mas acho-a muito desenxabida (nem sei se isto existe).

Entretanto já comecei outro livro, desta feita oferecido pela minha afilhada I. (sim, ofereceram-me muitos livros no Natal e aniversário e eu não me queixo nem um bocadinho):

 

 

Não é o tipo de livro que costumo ler. Mas está a ser muito interessante enveredar por outro estilo, nomeadamente, o verídico. É o relato de uma senhora britânica que se converteu e que se atira de cabeça a uma aventura que consiste no resgate de uma filha que havia sido levada pelo pai para longe da mãe. E depois disso, foi um nunca mais parar. Pelo menos até onde li.

Serve-me sobretudo para tentar conhecer um pouco mais do mundo muçulmano, que é habitualmente visto por nós, ocidentais, com alguma desconfiança.

Gosto imenso de ler à noite quando me deito, mas confesso que já não leio ao ritmo que gostaria. Umas vezes porque o sono fala mais alto, outras porque também há outras coisas que gosto de fazer. E como sabemos que o tempo não estica...

 

 

sinto-me: molenga

19.3.10

Eis-me de volta, para mal ou para bem.

Acabei de ler uma notícia segundo a qual José Lello se insurge contra o facto de os repórteres de imagem poderem circular livremente pelas galerias do Parlamento. Por momentos pensei que o senhor estivesse incomodado com o eventual barulho causado. Sou tão ingénua... Pois o senhor estava isso sim preocupado com o facto de os senhores repórteres poderem captar imagens dos ecrãs de computador do senhores deputados.

O que ele quer sei eu! E vai se calha de algum deles captar coisas menos próprias no ecrã de um deputado mais incauto? Era um problema. Ou até mesmo ver a técnica de jogo dos deputados no solitário. Não se revelam segredos destes.

É que sinceramente, estes senhores são ridículos. Quem não deve não teme. Se estiverem lá de facto para aquilo que interessa não vejo mal nenhum na eventual captação de imagens.

Enfim... hoje não me apraz dizer mais nada.

Bom fim de semana.

 

sinto-me: amorfa

8.3.10

Tenho andado longe daqui. Sempre que isto acontece há uma certa dificuldade em recomeçar. É um não saber muito bem o que escrever.

Começa um novo ciclo. A família perdeu um membro abruptamente. Há feridas a sarar e um reaprender a sorrir. Mas com vontade. Não o sorriso por mera cortesia que de vez em quando nos últimos dias me aflora aos lábios. Um sorriso genuíno. E nisso orgulho-me de ter o R. comigo. Ele é primeiro que tudo um amigo, amigo esse que está presente para não deixar esquecer que há sempre motivos para sorrir por mais traumáticas que as más experiências sejam. E por isso, obrigada.

Ainda assim preciso de escrever sobre isto. Caso contrário nunca teria iniciado um blog.

O suicídio parece prevalecer como causa de morte na família. Talvez esteja a exagerar ao colocar as coisas nestes termos. Talvez esta minha percepção se deva ao facto de as mortes que mais marcaram terem sido assim. A morte por velhice ou por doença embora dolorosas parecem-me mais naturais. E sempre que há uma morte que foge à "regra" o abismo a que nos conduz a pergunta "porquê" torna-nos mais introspectivos.

E porquê é de facto a pergunta que se impõe no suicídio. Mas é ao mesmo tempo o não encontrar uma resposta que a nós pareça racional. Mas suponho que quem o cometa se ache na posse de todas as razões do mundo. Não há de facto nada que se possa fazer.

Mas dói. Dói muito. Saber que ainda podíamos estar na companhia do meu tio S. se ele não tivesse passado por um momento de "cegueira"... Quero acreditar que é de uma cegueira que se trata. Quero acreditar que ele não viu os motivos que se lhe apresentavam para prosseguir esta viagem. Quero acreditar que se esqueceu que a minha tia L. lutou com todas as forças para viver, ainda que em vão, e que ele se esqueceu desse exemplo.

Haveria tanto mais a dizer. Mas a ferida é recente e não sei se será prudente continuar a aprofundá-la. Julgo que é chegada a hora de deixar curar. Aos poucos, lentamente, a rotina voltará. O sorriso voltará à cara de cada um e mutuamente vamo-nos curando. Eu sei que sim.

 

 

sinto-me: enlutada
link do postPor Gita, às 16:34  comentar

1.3.10

Mais uma semana que começa. As segundas são-me de facto penosas mas apenas pelo sono que sinto, já que os domingos são sinónimo de deitar mais tarde do que é habitual. E eu se não durmo as minhas oito horinhas... Hunf... Mas hoje apesar do sono sinto-me bem disposta.

Fomos ontem à Sinerclima na esperança de encontrar "a" solução para a nossa casinha. Mas Maria Gita cada vez fica mais baralhada. O meu cerebrozito vai dar um nó. Ele é painéis solares, é bomba de calor, é piso radiante, é radiadores, é eléctrico ou é hidráulico... Socorro! Muita informação para uma cabecinha só. Sim, porque a cabecinha do R. dá-me a impressão que adora isto. "Homes"... Acabámos a jantar no chinês e isso é bom. Portanto: saldo positivo do fim-de-semana.

Não voei com o vento de sábado o que também não é mau. Porque apanhar comigo em cima é coisa para deixar mossa. Ainda fui buscar uma placa de esferovite ao jardim, vinda não sei de onde mas tirando uma rede rasgada e o lixo acumulado no pátio da casa, tudo bem. Ah, não esquecendo as imensas horas sem electricidade. Somos tão dependentes. Ainda por cima quando finalmente voltou veio sozinha. Não trouxe a amiga internet com ela. Essa só apareceu ontem à tarde. Bah...

Apesar do mau tempo a Primavera faz-se anunciar. Já tenho reparado no amarelo que se vê nas acácias e nas austrálias por esses caminhos. Desde pequena que adoro o cheiro que emanam e deixa-me sempre muito feliz ver que tudo se renova ano após ano. Hoje esse sentimento acentuou-se: vi a primeira andorinha. Já cá estão para nos fazer companhia durante largos meses. Claro, e tentar fazer ninhos em tudo o que é canto, incluindo na garagem mesmo por cima da carrinha. Desculpem lá amiguinhas, mas aí não. Gosto muito de vocês mas aí não pode ser. Tende paciência.

 

 

sinto-me: primaveril
link do postPor Gita, às 17:13  comentar

25.2.10

Apresento-vos a minha Tufa:

 

 

Faleceu no dia 21 de Setembro de 2007 com quase 14 anos. Foi o meu primeiro e único "animal de estimação". Coloco a expressão entre aspas já que para mim ela era muito mais do que isso. Foi minha companheira em épocas marcantes. E como qualquer amigo de quatro patas, era especial. Especial porque era minha, porque era família. E hoje quero falar dela.

Passou por muito: epilepsia, tumor, problemas cardíacos e por fim uma infecção generalizada. Na altura estava a estagiar em S. João da Madeira e só vinha para casa ao Sábado de manhã. Custava-me muito pensar na ideia de estar longe e acontecer-lhe algo sem que estivesse presente. E assim foi.

Terminei o estágio no dia 20. Era o aniversário de uma amiga da terra do R. e excepcionalmente ficámos até ao Domingo de manhã. A Tufa faleceu nessa noite de Sábado. Nunca vou ter resposta para a pergunta: será que estava à minha espera já que eu ia sempre para casa naquele dia? Foi um acaso? Quero acreditar que até na morte ela foi fiel. Não sei porquê, prefiro pensar que foi isso. E eu deixei-a ficar mal, talvez a tenha desapontado. Resta-me o consolo de saber que não esteve sozinha. Teve ao seu lado os meus pais para quem ela também era especial.

Fui muito feliz com ela. Dediquei-me muito a ela e sei que ela também o fez do seu jeito. Era uma paixão tamanha que ninguém lá em casa quer outro amigo destes. É egoísta? Talvez. Sei que há muitos, infelizmente, a precisar de um lar. Mas além de não querer voltar a passar e observar o sofrimento, não me quero apegar a mais nenhum. Ela foi única. Assim como não se substitui uma pessoa falecida, também não se subsitui um amigo destes.

E porque esta manhã passei no caminho por um cachorro atropelado e não tive coragem de parar e pelo menos retirá-lo do alcatrão, fiquei a pensar nela. Fiquei a pensar como fui fraca por não ter estado com ela no fim da vida e por hoje não ter conseguido compensar isso com um gesto para com um outro amiguinho de alguém que jazia na estrada.

Vou agora tentar engolir em seco este nó que se formou na garganta ao escrever estas palavras, pensar nela e tentar sorrir. Ela merece.

 

 

 

sinto-me: saudosa

22.2.10

E pronto: caí em tentação. Cedi à pressão e fui ontem ao cinema ver o Avatar. Pior: 3D. Foi uma estreia, confesso. Por partes: quanto ao 3D não gostei assim muito. Os óculos são desconfortáveis. Vale pelos pequenos detalhes que de facto parecem estar ali ao nosso alcance. De resto, nada de extraordinário. Quanto ao filme propriamente dito... é engraçado mas acho que um Óscar é esticar muito a corda. Só se for pelo grande aparato e tecnologia usada na sua concepção porque de resto... (espero não ser apedrejada na rua por estar a dizer estas coisas). Já vi melhor e já vi pior. De um a dez... talvez sete (e e...). Não me encheu as medidas.

Ainda do cinema pude ver o "trailer" daquilo que me pareceu um filmaço digno de ser visto no grande ecrã: "Clash of the Titans". Ok ok... enquanto "trailer" pode ser publicidade enganosa. Mas lá que pareceu... pareceu.

Do fim-de-semana há a apontar mais uma estreia: carro em contramão na A14. Não é bonito de se ver. O meu cérebro demorou a processar aquela imagem até que passado um bocado perguntei ao R.: "É impressão minha ou aquele carro vai do lado de lá da auto-estrada em contramão?" Enfim... é uma situação que me é difícil de conceber. A reacção foi pegar no telemóvel e ligar para os Serviços de Emergência que não atendiam (imaginámos que mais condutores estivessem a tentar o mesmo). Fomos acompanhando pelo retrovisor e a determinada altura o senhor teve a feliz ideia de sair dali (e fê-lo por uma saída, valha-nos isso). Como? Como é que alguém com amor à vida pode fazer uma coisa daquelas? Não é normal. Não é. Já não digo que pensem nos problemas que podem causar a terceiros (porque quem faz tal disparate a última coisa em que pensa em no bem-estar dos outros), mas ao menos que pensassem no seu próprio bem-estar. Fez-me muita confusão presenciar aquilo.

E pronto, nada de extraordinário. Mais um fim-de-semana que passou.

Boa semana às almas perdidas que aqui vêm por engano menos às que conduzem em contramão.

 

 

 

sinto-me: nem sim nem sopas
link do postPor Gita, às 16:47  comentar

17.2.10

Ufa... Acabou o Carnaval. Voltou tudo à normalidade. Nada de homens vestidos de mulher. Quer dizer... Isso aqui e ali ainda persiste, com a diferença de que os que o fizeram apenas durante estes três dias (e que são muito machos, dizem) agora já podem voltar a chamar rabiças aos que o fazem o ano todo.

Ah como é bom o sossego sem este regabofe (adoro esta palavra) carnavalesco. Em termos de Carnaval só vejo algum encanto no de Veneza, que de resto tenho alguma curiosidade em ver de perto. Tirando isso... só vale pelo feriado que teve direito a supresa do R. e tudo.

Pena que não tenha sido aproveitado melhor. Sim, porque Maria Gita por ter vindo trabalhar na segunda-feira andou o dia todo com os pezinhos gelados o que culminou em dor de garganta que ainda se mantém. Ah como eu detesto dores de garganta. Preferia que o nariz me estivesse a cair de tanta ranhoca. Caramba...

Isto só prova uma coisa: além do feriado na terça-feira, devia ser dada tolerância na segunda-feira, já que os trabalhadores ficam doentes o que resulta num decréscimo de produtividade. E quem fica a ganhar? Ninguém. Pois claro. Aprendam que eu não duro sempre. Ai a minha garganta...

 

 

 

sinto-me: constipada
link do postPor Gita, às 16:12  comentar

10.2.10

Madeleine: McCann apresentam queixa crime contra TVI

 

Li isto depois de almoço. Estou um bocadinho farta destes senhores. Porque não voltam eles para a terrinha deles e por lá ficam sossegados? Posso estar a ser cruel ao dizer isto, mas caramba, é a minha opinião e o blog é meu. Pronto.

Desde o início que o meu nariz me diz que esta "história" não cheira lá muito bem. Mas isso são apenas suposições minhas.

Revoltou-me ver tanta gente com pena dos coitadinhos. Ah e não sei quê porque a filha desapareceu e não sabem dela. Vamos todos ajudar sem saber mais nem o porquê. Se fosse um qualquer tuga a quem isso acontecesse ficava logo sem os outros filhos e era crucificado em praça pública por ter sido irresponsável ao deixar os filhos sozinhos em casa e ter ido laurear. Estes não. São de fora e fica bem sermos prestáveis. Há imensas crianças portuguesas desaparecidas e quem é que faz tamanho banzé mediático para as encontrar? Alguém se rala? Os pais porventura receberam milhares para os ajudar a encontrar os filhos? Claro que não. Cada um que cuide de si.

Admito que posso estar errada mas este casal nunca me convenceu do seu putativo bom carácter. E então de cada vez que aparecem apenas para fazer barulho... Ui... dá-me cá uma urticária...

 

 

 

sinto-me: arisca

9.2.10

Olá gente de bem!

Quem me conhece sabe que não me agrada muito falar de política. Gosto sim de falar de políticos. Falar mal, entenda-se. Bem que gostaria de ter motivos para falar bem mas não os encontro. Então e porquê este tema hoje? Porque Maria Gita teve uma ideia peregrina que quando bem explorada poderá ir longe, do tipo até ali ao fundo da rua como quem vai para o café da praça.

Fazem-se tantos espectáculos no gelo, Disney on Ice e agora Winx on Ice, por exemplo, que eu acho que é uma ideia vencedora fazer um Assembleia da República on Ice? Hein? Porreiro, não?

Eu se mandasse fazia isso. Mas punha o senhor Sócrates de tutu. E terminava o espectáculo de forma trágica. Convidava uns quantos cidadãos para fazerem rasteiras a uns quantos deputados e outros tantos ministros. Era ver os patins contra aquelas canelas. Nhiá ah ah!!!

Ok, já chega. Era só isto que queria partilhar.

 

 

sinto-me: nice
link do postPor Gita, às 14:47  comentar

8.2.10

Olá gente de bem!

Começo por dizer que o senhor Pedro Abrunhosa mandou um tralho em directo na SIC. Tenho de recorrer ao Youtube para ver isso. E porque é que falo nisto? Porque o senhor tira-me do sério e dá-me algum gozo saber que tal aconteceu, só isso. É a minha veia maligna.

Já que falo da SIC tenho de falar também nos vampirinhos da nova série/telenovela do canal. É muito mau. Mas eu vi. Será isto um "guilty pleasure"? Na minha opinião a história da série da TVI, embora francamente má, é um pouco melhorzinha que esta. Adiante.

O fim de semana passou, como tantos outros. Teve a diferença de já termos escolhido a pedra que vamos usar na casa e de já termos visto os alumínios. É muito chato a câmara municipal exigir todos os detalhes do exterior da moradia e de após aprovação não podermos mudar nada. Quer dizer... depois de escolher vou ter de tapar os olhos para não correr o risco de ver alguma coisa mais interessante. É escusado. Não se pode mudar. Bah...

Claro, continuamos um pouco à nora com a escolha da cor. Parece que não conseguimos acertar na tonalidade desejada. Ou é muito rosa, ou é muito laranja. Enfim... Estivemos quase a ir bater à porta de uma casa na Tocha de catálogo na mão e: "Desculpe, mas será que nos pode dizer qual é a cor da sua casa?" Ainda levávamos um tiro. Mas aquela casa tem "a" cor.

Eu acho que os senhores que vendem tintas deviam ter uma parede grande onde os clientes pudessem testar as tintas de modo a ver como elas ficam na prática, porque uma coisa é ver a tinta num catálogo ou numa lata. Outra coisa é vê-la aplicada e tenho receio que não seja bem o que desejamos. Por mais que o arquitecto no mostre desenhos da casa naquela cor... não é a mesma coisa. Não me sinto convencida. Primeiro julgávamos ser cor de tijolo e parece que não era bem bem aquilo. Depois tentou-se telha, que eu achei demasiado laranja. Chegámos à conclusão que provavelmente é mesmo tijolo. Mas aquilo às vezes parece perto do rosa. Ai...

Se alguém tiver casa na cor de tijolo ou afim, avise, por favor.

 

 

sinto-me: molenga


 
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